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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sem estresse...


Olá!

Tá difícil falar de Botafogo. Não tem do que reclamar dos jogadores, criticar arbitragem... Mas ganhou, tá valendo. Sempre com Joel, to the left, to the right,in the middle, from behind... :-).

Brincadeiras à parte, gostei da atitude do time. A defesa não compromete, pelo menos. Jefferson, em fase inspirada. laterais funcionando razoavelmente e o ataque eficiente. Até o Lucio Flávio funcionou!

Primeiro gol, falta muito bem cobrada. Aliás, fazia tempo que ele não acertava.
O segundo, uma das marcas registradas do time (a outra é chuveirinho na área, pra algum zagueiro ou o Loco Abreu cabecear). Disposição, espírito de luta, acreditar em cada bola supostamente perdida. Gol do Somália.
O terceiro gol, jogada atípica! Troca de passes por quase todo o ataque e conclusão de Herrera. 3 x 0.

É bem verdade que o Goiás está longe de ser uma prova de fogo. Aliás, é sério candidato ao rebaixamento. No entanto, um bom começo de campeonato dá esperanças pra torcida, ainda mais com a expectativa dos reforços que estão por vir, Maicosuel e Jobson. A ligação defesa-ataque só tem a ganhar. Fora a habilidade e capacidade de decidir um jogo que ambos possuem.

Agora, alguém me explica o que foi aquele ataque de pelanca entre o Caio e o Herrera?! Fala sério! O time ganhando bem, final do jogo, um jogador a mais... Tudo bem, o Caio poderia ter tocado a bola, em vez de ter tentado o drible. Vida que segue. Agora, todo mundo perde. O Botafogo fica sem seus três principais atacantes (Loco na seleção uruguaia), ambos são multados e vamos de Alex, Edno e 50.000 volantes contra o Cruzeiro no Mineirão. Seja o que o Garrincha quiser. Um empate já seria um resultado ótimo.



Abraços!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Quebra de escrita e Enciclopédia

Boa noite!

Quinze anos depois, o Botafogo volta a vencr o São Paulo no Morumbi. Claro que era praticamente o time reserva deles. Mas é claro também que ainda não chegaram os reforços (principalmente na lateral-direita, Alessandro não existe!!!) e o time parece mais acertadinho.

O começo foi morno, demos mole no começo, acontece. Mas o gol de empate saiu rápido, do jeito mais previsível possível. Bola alta na área, gol de cabeça do Antônio Carlos, zagueiro que é o artilheiro do campeonato. É a vida...

No segundo tempo, jogo morno até os 35 minutos, quando entrou o Renato Cajá, que mudou o jogo e fez o gol. Em mais uma jogada do Herrera de encher os olhos (mais pela raça que pela técnica), asseguramos a vitória.

O Botafogo jogou bem, procurou mais o gol que o São Paulo, mereceu vencer. Jogaram com os reservas? Problema deles. Depois, não venham chorar três pontos no final do campeonato.

Os altos e baixos são os de sempre. A defesa demonstra cada vez mais segurança o ataque é objetivo (quando a bola chega). Mas falta apoio e subidas dos laterais! Do que adiantam três zagueiros e dois volantes? Leandro Guerreiro marca pedindo desculpa. Sandro Silva estava confuso. Até que o Lúcio Flávio, para a ruindade que o assolava, melhorou, depois da contusão.

Mas o que importa é que não posso me esquecer do aniversário de Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol, que completa 85 anos hoje. De importância subestimada no futebol brasileiro, o maior lateral-esquerdo da História vai, a duras penas, sobrevivendo, tanto física (sofre de Alzheimer) quanto financeiramente. Lateral-esquerdo moderno, dos anos 50 e 60 (foi o primeiro a subir pra atacar), inventor da malandragem em Copas do Mundo (aquele passinho para fora da área quando fez o pênalti deu a Copa de 1962 para o Brasil), fica aqui o registro, por todo o legado que deixou para o futebol. Parabéns, Nilton.



domingo, 9 de maio de 2010

Empate que foi lucro.

Saudações alvinegras!

O empate de ontem ficou barato. O Santos, mesmo com um time misto, não muda seu padrão de jogo. Aqueles gols que a gente só faz no videogame. E tome dancinha.

E o Botafogo demonstrou as mesmas fragilidades de sempre. Todos os três gols santistas foram pelo nosso lado direito. O que faz o Alessandro dentro de campo? Nada! Tanto que o terceiro gol do Botafogo só saiu depois de uma falta cobrada pelo Marcelo Cordeiro (que foi eleito melhor lateral-esquerdo do Campeonato Carioca e é reserva).

Não dá pra continuar assim. O time joga com três zagueiros justamente para liberar os laterais. E o Alessandro nem ataca direito, nem defende direito. Não basta ser voluntarioso, tem que ter um mínimo de noção de fundamentos de futebol.

Outra coisa: mais uma vez bato nesta tecla. O meio-de-campo é lento, pouco criativo e sem raça. Não tem um jogador que pense. A bola demora séculos para passar da defesa ao ataque. E nas raras vezes que passa, só à base de chutões. Tanto que todos os gols saíram de bolas espirradas e jogadas de bola parada.

Precisamos urgentemente de um jogador rápido e criativo. Os que estão por lá, como Lucio Flavio, Renato Cajá, Tulio Souza são muito sonolentos. E Caio e Edno são atacantes, não meias.

O empate foi até de bom tamanho. Pra ganhar do Santos tem que ser assim: fazer uns cinco gols, já que eles marcarão três ou quatro, inevitavelmente. E ainda bem que Robinho e Ganso não jogaram!

O desejo agora é que os reforços venham e os erros sejam corrigidos. O Joel é malandro, pode dar um jeito. Mas que não aconteça tarde demais, não quero passar mais um ano rezando pra não cair.

Abraços!

P.S.: Beijo, mãe!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Entressafra

Fala, galera!

Pois é, esse é ritmo atual do Botafogo. Ritmo de "pré-temporada" pro Brasileiro.

Permanência do Joel Santana no sábado, entrega de faixas com o Corinthians no domingo (com uma boa vitória, apesar de eles virem com os reservas) e a esperança da volta do Maicosuel para o Brasileiro, já que o meio-campo do time não cria (muito menos os alas, Alessandro e Somália: esforçados e voluntariosos, mas zero habilidade). Acho difícil, mas não custa sonhar. Encaixaria bem no lugar do atualmente inoperante Lúcio Flávio.


Como disse antes, uns quatro reforços seriam bem-vindos: um zagueiro de referência (xerife mesmo), um lateral-direito e dois armadores (um criando e o outro correndo e driblando pro gol).
O time não é lá essas coisas, mas não faria feio com tais reforços, dado o nível atual do futebol brasileiro (tirando o Santos, tirando o Santos...).

Um punhado de jogadores razoáveis, mas cheios de brio, raça, humildade e vontade de vencer. Lembra o time de 1989, campeão depois de 21 anos? Lembra. Lembra a seleção brasileira de 1994? Lembra. Então, pode dar certo.

Já que os assuntos estão meio escassos (não estamos em crise, mas também fora da Copa do Brasil), vai aí um divertimento para os apreciadores da história do alvinegro: a evolução dos uniformes do time, desde 1904. Patrocinadores, fornecedores de uniformes, curiosidades (aquela camisa do La Coruña de 1996, usada na Taça Teresa Herrera não foi esquecida!), está tudo lá em http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolução_dos_uniformes_do_Botafogo_de_Futebol_e_Regatas.
Abraços e até semana que vem!

P.S.: Alguém coleciona o álbum de figurinhas da Copa do Mundo? Tenho 25 anos, zero vergonha na cara e estou cheio de repetidas pra trocar... Pode falar comigo em nhonhardo@gmail.com.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Botafogo - Campeão Carioca de 2010.

É isso aí, senhores. Somos campeões, sem dar chance pro azar. Ponto.


O time não é bom. Desde 2006, é o pior time alvinegro, de longe (e os framengo tem o melhor time desde 2006, olha que ironia do destino!).


Mas os fatores fundamentais foram a aplicação do limitado time, um goleiro FOTA, a marcação incansável e a busca incessante pelas únicas coisas que o time sabe fazer: bola aérea e contra-ataque. E raça. Muita raça.


A arbitragem foi muito boa. Justa, limpa. Os cartões foram bem aplicados e os pênaltis, bem marcados.


Acredito que a derrota agora seja mais benéfica pro Flamengo que as vitórias de outrora, que sempre maquiavam a situação do clube (segundo amigo meu, flamenguista, diga-se de passagem, ex-ricos que continuam morando na mansão e comendo pão com ovo).


Seria a maior injustiça da História se víssemos a vitória do oba-oba e da arrogância sobre o trabalho e a humildade.

Enfim, comemoramos, foi muito bom, mas temos que pensar no Brasileiro. Uns quatro reforços (um lateral, zagueiro e dois meias de criação) seriam bem-vindos. E a renovação do contrato do Joel, obviamente.


Seja como for, viva Joel, viva Jefferson, viva El Loco Abreu, viva Herrera, viva Caio, viva Fabio Ferreira, viva Somália, viva Sandro Silva, viva Fahel e todos os outros. Viva o torcedor alvinegro! Campeão Carioca de 2010!


André Durão /GLOBOESPORTE.COM


WFC: Fui pra General Severiano depois do jogo comemorar. A torcida invadiu o clube (eu e o meu pai também) e olha só, não havia um vidro quebrado no final! Ah, e estou rouco até agora.

domingo, 11 de abril de 2010

Terceiro Raio

Apresento-lhes mais um colaborador. Bom, esse se apresentará sozinho.
 
 
Antes de tudo, preciso me apresentar. Não é legal entrar na casa dos outros sem fazer isso.
 
Nhonha, carioca, engenheiro de telecomunicações, 25 anos, frequentador do Maracanã há 22. Minhas áreas de interesse são cerveja, bom-humor, mulher (a minha, claro, pra não dar problema), futebol e cultura (se for inútil, melhor ainda). Não necessariamente nesta ordem.
 
Contratado a peso de ouro (duas mariolas e um pacote de Trakinas pela metade), estreio aqui por esse bloguinholhes. Sempre falando sobre Botafogo.
 
E o que foi o jogo de ontem? Começou com o Joel Santana ainda meio manguaçado, escalando um time que nunca jogou junto! Jefferson, Antônio Carlos, Fahel e Fabio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Sandro Silva, Tulio Souza e Somália; Herrera e Loco Abreu. Isso mesmo, nove jogadores de defesa e dois de ataque. Cadê o Marcelo Cordeiro? E de que valeu o jogo contra o Bangu,suposto "vestibular" para o jogo de hoje? O Tulio Souza nem jogou e Caio, Edno, Diguinho e Renato Cajá ficaram de fora.
 
Deu no que deu. O primeiro tempo foi todo do Fluminense. Do lado alvinegro, não havia maneira de a bola chegar da defesa para o ataque. Tulio Souza é volante, ora. Assim como Leandro Guereiro, Fahel, Somália e Sandro Silva. E o Alessandro, ainda que voluntarioso, não pensa e corre ao mesmo tempo. 2 a 1 no intervalo ficou de bom tamanho (até porque pênalti roubado não entra).
 
Foi preciso que o nosso técnico, grande conhecedor do idioma de Shakespeare, recobrasse a razão e colocasse o time novamente nos eixos. Entraram dois jogadores que pensam e sabem um mínimo de fundamentos de futebol. Tulio Souza e Sandro Silva deram lugar a Caio e Edno. Estes deram nova cara ao time, que, em tese, partiria para uma tática suicida, mas estava muito mais sóbrio que antes (e até que o rival). E o jogo mudou de lado.
 
Aí apareceu a principal arma do Botafogo (que muitos pensam ser a sorte): a humildade. É um time que sabe exatamente qual é o próprio limite e, por isso, sempre busca estar perto dele. Ao contrario do Fluminense, cujo técnico já havia declarado que tinha certeza de que seriam campeões. Só sabemos jogar com marcação pesada, bolas alçadas na área e contra-ataques? Então esses são os caminhos do gol. E assim foi, nos três gols. Abreu, Fahel e Caio. E a bandeirinha cegueta não é culpa nossa.
 
E pela terceira vez no campeonato, o time adversário sai com a amarga sensação de que jogou melhor, mas perdeu. Pode um raio cair três vezes no mesmo lugar?
 
Esse time lembra muito a seleção brasileira de 1994. Com a diferença que não havia ninguém melhor que o Brasil naquela Copa. Se não dá pra vencer com bom futebol, que seja com pragmatismo. Ou alguém prefere perder jogando bonito?